MAIS ÍNSIGNES
Em 1921, um punhado de homens bons de Ermesinde, conceberam a nobre e humanitária ideia de fundar uma corporação de voluntários. “Uma bomba braçal aposentada pelos municipais do Porto e dez baldes de lona foi todo o material com que iniciaram a sua obra, hoje magnífica, de bem-fazer.”
JOSÉ MARIA BELLO DE MORAIS
Primeiro Comandante da Corporação, cargo que exerceu desde 01 de Junho de 1921 a 28 de Janeiro de 1923.
Foi escolhido como 1º Comandante por ter desempenhado o cargo em outras congéneres e pela sua longa experiência em socorros públicos. Assumiu a responsabilidade de organizar o 1º Regulamento do Corpo Activo e de todo o processo de legalização da Associação.
Em 1923, por desentendimentos, apoiou em Assembleia Geral uma proposta de dissolução da Associação. Acabou por pedir demissão.
ERNESTO AUGUSTO DA SILVA THOMÁS COUTINHO
É nomeado 2º Comandante em 01 de Junho de 1921.
Em Assembleia Geral, noticiada a 02 de Agosto de 1923, refere-se que "o Comandante do Corpo Activo, Sr.Ernesto Coutinho, disse julgar terminada a sua espinhosa missão, pois conseguiu dotar a Corporação com o material necessário, a fim de que esta possa bem cumprir as funções a que se destina... Em seguida, pediu a sua demissão." No entanto, satisfeita com a acção do Comandante "pela sua dedicação e pelos sacrifícios feitos em prol da Associação" a Assembleia Geral resolveu, "por unanimidade, não aceitar a demissão pedida, sendo então feita por toda a assistência uma calorosa manifestação ao Sr. Ernesto Coutinho".
Em 1924, continua a exercer as funções de 1º Comandante e é nesta qualidade que o Sr. Luciano Moura lhe faz o seguinte elogio: "O Comandante lembra um histórico granadeiro da epopeia napoleónica que dizimado, completamente derrotado todo o seu regimento, com a farda rasgada pelo fragor do combate, sem nenhum companheiro já de pé, passada a intensa fumarada do tiroteio, estava aprumado, heróico, junto da sua peça, já sem munições, mas que heróicamente ainda gritava vivas ao seu Imperador e à sua Pátria, O Sr. Coutinho lembra-me, portanto, pela sua dedicação e sacrifício, esse heróico e último granadeiro. Que o Sr. Ernesto Coutinho seja, portanto, para nós, o nosso último granadeiro!"
MÁRIO JANUÁRIO P. L. BERREDO
É Comandante da Corporação em 1927. Em Janeiro de 1928, foi alvo de uma homenagem, promovida pelo Corpo Activo, durante a qual lhe foi entregue uma medalha.
Nas Comemorações do 7º Aniversário, na qualidade de Comandante, agradeceu as referências que lhe fizeram, falou dos seus objectivos e referiu que também pertencia à Corporação dos Bombeiros Voluntários Portuenses.
Recebeu a medalha de ouro por serviços distintos.
Foi demitido pela Comissão Administrativa em Novembro de 1929, e desta decisão recorreu para a Assembleia Geral, que indeferiu o seu pedido.
RODOLPHO AUGUSTO LE-RETORD
É Comandante da Corporação em 1930. Antigo 1º Patrão dos Bombeiros Voluntários de Campo de Ourique - Lisboa.
AUGUSTO MÁXIMO TAVEIRA
Antigo 2º Patrão dos Bombeiros Voluntários do Porto e Ajudante de Comando em 1930. Em 1931, reportando-se ao Relatório de Contas de Exercício de 1930, declarou que os elogios que lhe eram dirigidos deveriam ser extensivos a todo o Corpo Activo que com ele colaborara no levantamento do prestígio que a Associação desfrutava. Estas palavras ajustam-se ao seu perfil e ao perfil de um Comandante. Não sabemos a data da sua demissão, mas alguns elementos que trabalharam sob as suas ordens ainda o recordam como Comandante.
FERNANDO ÁLVARO DE MATOS
Nas relações de pessoal mais antigas enviadas à Inspecção de Incêndios, é referenciado como Comandante Honorário, admitido no Corpo de Bombeiros em 22 de Junho de 1930.
Existem fotografias do Corpo Activo onde ele aparece integrado.
Do seu espólio faz parte a medalha da Ordem de Benemerência que ostenta nas fotografias. Algumas fontes orais afirmam que exerceu este cargo, outras que o não exerceu.
O Sr. Fernando Vale, bombeiro-enfermeiro em 1945, disse-nos que foi um grande Comandante, que não havia igual a combater um incêndio, que foi homem que muito deu materialmente à Associação.
Quanto ao seu papel como Director, há testemunhos escritos e orais que muito o dignificam.
DOMINGOS CAPAS PENEDA
Nasceu em 10/02/1904, na freguesia de Águas Santas, concelho da Maia. Foi incorporado em 25 de Fevereiro de 1922.
Por etapas sucessivas, mediante a prestação de provas, nas quais obteve honrosas classificações, atingiu os mais altos cargos hierárquicos dentro da Corporação: 2º Comandante, Comandante interino e, finalmente, Comandante efectivo em 1937.
Em 1945, pede a demissão por motivos particulares, e passa ao Quadro Honorário. No ano seguinte, é nomeado Comandante, a título interino, em substituição do Sr. Artur Cardos Pinto, que pediu uma licença de 180 dias. Cumulativamente, exerce o cargo de Vice-Presidente da Direcção. Em 1952, reassumiu o cargo de 1º Comandante efectivo. Em 22 de Julho de 1971 pediu a sua exoneração e a passagem ao Quadro Honorário.
São múltiplas as referências ao Comandante Capas Peneda em actas da Assembleia Geral e da Direcção e na Imprensa.
Quando em situações de impasse na organização de listas para os Corpos Gerentes prontificou-se, vária vezes, a fazer parte das comissões encarregadas dessa tarefa.
Lembrou o falecimento de amigos e propôs votos de pesar e minutos de silêncio em sua memória, sugeriu homenagens a associados e outras entidades ligadas à vida da Corporação, representou a Associação em inúmeras comemorações de outras congéneres, da Liga dos Bombeiros Portugueses e actos públicos.
Salientamos a sua participação no Congresso das Corporações dos Bombeiros do País, realizada em Coimbra, nos dias 24, 25 e 26 de Agosto de 1945. Baseado na Imprensa diária e nos relatos do próprio, o Sr. Presidente da Direcção considerou as suas intervenções honrosas e oportunas e a sua participação um contributo para o bom nome e prestígio e bom nome da Associação.
O Sr. Comandante Capas Peneda foi alistado em 1921, tendo ainda em 1971, ficado à frente do Corpo Activo, sendo agraciado com a medalha de Gratidão, por 50 anos de serviços prestados.
Em sua memória, a Câmara Municipal de Valongo decidiu, em 1978 atribuir o seu nome à Rua que passa em frente ao Quartel, a Rua Comandante Capas Peneda.
ARTUR TRINDADE CARDOSO PINTO
Natural de Ermesinde, alistou-se em 31 de Março de 1929. Em 1930, foi motorista do 2º Patrão e em 1945 aparece-nos com a categoria de 1º Patrão/Chefe Mecânico.
Tomou posse como Comandante em 19 de Julho de 1945. A escolha da Direcção assentou nas suas qualidades e, porque havia muito tempo, vinha servindo a Corporação como Chefe Mecânico.
Em Abril de 1948, pediu uma licença por três meses e, finda esta, a demissão. Passou ao Quadro Honorário.
Foi abatido ao Quadro Honorário, por falecimento, em 05 de Janeiro de 1987.
ARTUR AUGUSTO DA GAMA LEIRÓS
Natural da Freguesia de Santo Ildefonso. Tomou posse no dia 01 de Novembro de 1948 em reunião da Direcção, presidida pelo Sr. Presidente da Assembleia Geral, Dr. João Rodrigues de Freitas.
Promoveu a criação de um Corpo de Cadetes e de sessões de ginástica para o Corpo Activo, orientadas pelo Sr. Maximiano Marques.
Pediu a demissão em Junho de 1950, que foi aceite.
Em Acta da Direcção de 02/03/1984, é exarado um voto de pesar pelo falecimento do Comandante dos Bombeiros Portuenses, Artur Leirós, antigo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde.
FERNANDO ANTÓNIO VAZ DE FARIA SAMPAIO
Natural da Freguesia de Bonfim. Tomou posse como Comandante no dia 05 de Agosto de 1971. Por escrito dirigiu-se ao Corpo Activo nos seguintes termos:
"Incito-vos ao melhor cumprimento das obrigações que voluntária e abnegadamente assumistes e que tem forçosamente de se fundamentar na assiduidade no Quartel, na camaradagem, na lealdade, no aprumo, na disciplina, no zelo com o material e fardamento, no interesse pela instrução, no cumprimento pelas escalas de serviço.
(...) Procurarei suprir todas as carências em fardamento, material e instalações.
(...) Exigente no cumprimento do regulamento, mas intransigente defensor das vossa reivindicações justas, o novo Comandante sempre se preocupará em contribuir para o maior prestígio da nossa Corporação, sua finalidade maior. "
Este comunicado não foi um mero enunciado de intenções, pois correspondeu a uma acção levada a cabo durante os anos de 1971, 1972 e 1973. Promoveu instruções com material de ataque e outras realizadas na Casa-Escola, formaturas gerais para tratar de assuntos de interesse na Corporação e relacionados com a construção do Quartel.
Em 1975, devido ao rumo que o contexto político-social imprimiu à sua acção, pede a sua demissão.
CASIMIRO ASSUNÇÃO GONÇALVES
Natural da Freguesia de Carregosa, Bragança. Em 27 de Dezembro de 1971 é eleito director, como tesoureiro, cargo que desempenhou durante três anos.
Abordado pela Direcção, no sentido de vir a ocupar o cargo de Comandante, antes de tomar uma decisão ouviu a opinião do Corpo Activo numa formatura geral. Tomou posse no dia 7 de Junho de 1975.
A acção do novo Comandante desenvolveu-se em múltiplas frentes das quais a disciplina no Corpo Activo, reestruturação do quadro e reequipamento.
Em Março de 1979, o senhor Comandante Casimiro Gonçalves pediu a demissão, deixando um apontamento ao Corpo Activo do qual consta:
"Deixo o Comando depois de quatro anos e sete depois da entrada para a Casa (...). Vou deixar-vos por um imperativo de consciência, porque entendo que as pessoas, depois de nada terem para dar do seu melhor, se devem afastar e dar lugar a outros (...). Vou deixar-vos, mas estarei sempre convosco (...). Se houver momentos difíceis, e depois do descanso a que julgo ter direito, serei novamente um homem disponível."
No dia 18 de Janeiro de 1980, o Sr. Casimiro Gonçalves é eleito director e, na qualidade de 1º Secretário, ocupará o cargo durante quatro mandatos consecutivos.
Em 17 de Setembro de 1982, tomou novamente posse como Comandante. Desempenhou o cargo até 26 de Fevereiro de 1991.
Disciplinador e disciplinado, acessível e empático, atraía à sua chegada ao Quartel, os elementos do Corpo Activo, alguns dos quais não hesitam em considerá-lo talvez o melhor Comandante.
ALBERTO CORREIO DA SILVA
Natural da Freguesia de Ermesinde. Tomou posse como Comandante em 14 de Junho de 1975, escolhido pelo Corpo Activo, que fez fortes pressões neste sentido à Direcção, que embora reconhecendo nele muitas qualidades, já o considerava idoso para o cargo.
Pediu a sua demissão em 1981, que foi aceite. Fez a seguinte saudação de despedida:
"Bombeiros, Amigos - Esta é a última palavra que vos dirijo. É a última porque por motivos íntimos e coerentes me ditaram princípios que me obrigaram, embora com bastante mágoa, a requerer a minha demissão de Comandante da Corporação."
ARMANDO DA SILVA E SOUSA
Natural da freguesia de Águas Santos, onde nasceu em 10/03/1921.
Tomou posse como Comandante em 03/10/1981.
Havia desempenhado o cargo de chefe de 1ª Classe do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto. Pediu demissão em Maio de 1982.
CARLOS JORGE TEIXEIRA
Nasceu na freguesia de Ermesinde em 08/06/1954, filho de Mário Fernandes Teixeira e de Maria Rosa Teixeira. Foi incorporado em 29/11/1972.
Em 1975, pediu transferência para o Quadro Auxiliar, categoria de motorista, por ter tirado a carta de condução de pesados. Desempenhou funções de auxiliar na Secretária de Comando. É nomeado 2º Comandante por proposta do 1º Comandante, Sr. Casimiro Gonçalves, que fundamentou na simpatia que gozava junto do Corpo Activo que o conhecia desde criança. Tornou posse em 25/08/1984.
A Direcção, em sua reunião de 08/03/1991, decidiu, por unanimidade, solicitar ao Sr. Inspector Regional de Bombeiros do Norte a sua nomeação como 1º Comandante. Tomou posse em 11/05/1991.
A sua dedicação à Corporação foi, provavelmente, influenciada por seu pai, actualmente no Quadro Honorário, e que desempenhou funções de motorista, durante longos anos, e de director.
Elemento interventivo na polémica que se gerou à volta da homenagem a individualidades mais ligadas à construção e inauguração do Quartel-Sede. Em reunião da Assembleia Geral, conseguiu ver aprovada uma proposta da sua autoria: “que seja rectificada a legenda da Direcção referente à Gerência de 1976/77, na qual se lê ‘Direcção que construiu e inaugurou o Quartel-Sede 20.6.76' para ‘Direcção que inaugurou o Quartel-Sede 20.6.76'.
Em 1979, integrou o grupo que defendeu a nomeação do Sr. Alberto Correia da Silva como Comandante, em oposição à Direcção, da qual o pai fazia parte.
Em 1982, em reunião da Assembleia Geral, propõe um voto de louvor à Direcção cessante em que realçava o trabalho desenvolvido em três mandatos sucessivos, o enriquecimento do património da Associação pela compra de três ambulâncias, um pronto-socorro de nevoeiro, um autotanque e um jipe com material de desencarceramento, aquisições no valor aproximado de 13 mil contos. A proposta foi aprovada por aclamação.
No mesmo cenário, em 1985, levanta a sua voz para falar do mau relacionamento entre Direcção e Corpo Activo e lamenta a falta de aquisição de material, quando se tem um saldo de 6 mil contos.
O Comandante Carlos Teixeira é um homem da Corporação. Se os campos se extremam, o seu está definido. Não hesita lutar pelo que lhe parece justo e fá-lo na vanguarda.
Em 1988, foi eleito, em Melres, para o Comando da Zona Operacional C do Distrito do Porto/2º Comandante.
A sua actuação como Comandante é pacífica, pautando-se pelo bom relacionamento com a Direcção, restantes Corpos Gerentes e subordinados, bem como pela eficiência do serviço. Não se confina ao gabinete. Acorre à linha da frente.
Não gosta de distinguir ninguém. O sucesso de uma operação, por mais nobre que tenha sido, depende do grupo e, nesta linha de pensamento, diz que frequentemente teria que emitir louvores e propor condecorações colectivas. Afirma que, com a sua concordância, ninguém lhe atribuirá nenhuma.
Humanismo, acção e capacidade permitem-lhe conciliar as inúmeras solicitações do seu quotidiano.
MANUEL DA SILVA MARTINS
Alistado em 13/02/1967. 2º Comandante da Corporação desde 22/08/1991, categoria conquistada ao longo de 15 anos em que sucessivamente, se submeteu a concursos de promoção com honrosas classificações: 1º lugar no concurso de ingresso no quadro, realizado em Outubro de 1967, e 1º no de subchefe, realizado em Dezembro de 1980. Nos restantes concursos não conseguimos apurar a sua posição, mas sempre que a eles se apresentou, obteve a promoção desejada.
Assumiu a sua carreira com brio e nela muito investiu. Interventivo na vida da Associação. Nos momentos mais controversos, encontramo-lo ao lado das gerações mais jovens, impulsionadas por novos ideais e conscientes do papel do Corpo Activo na vida da Associação.
Preocupado com a eficácia do serviço, com a conservação do material, o 2º Comandante, Sr. Manuel Martins, é um voluntário de corpo e alma.
JOSÉ DE BARROS
Nasceu em 09/08/1922, em Penafiel. Alistado em 18/08/1946. É um homem dedicado à Corporação, onde, paulatinamente ascendeu à categoria de chefe. Em 02/12/1975, é nomeado ajudante de Comando.
Foi Comandante interino dez vezes. À falta do Comandante efectivo, a Corporação sempre pôde contar com o Sr. José de Barros, para a chefiar. A situação intrigou-nos e numa das poucas oportunidades em que com ele conversámos, não resistimos à curiosidade e indagámos das razões por que nunca foi Comandante efectivo. A resposta surgiu, pronta e segura: "Oportunidades não me faltaram, fui mesmo sondado nesse sentido, mas prefiro ser um bom voluntário do que um mau comandante e ter que ir-me embora".
Muito se poderia falar dos 50 anos de serviço do Sr. José de Barros, mas cairíamos na repetição de feitos, já enunciados para esta ou aquela individualidade, ou então concentrados numa terceira, e que não tornariam a aura da nossa personagem mais radiante.
O seu Curriculum é digno de admiração. Entre as suas condecorações, encontra-se o Crachá de Ouro, a mais alta menção honorífica jamais obtida por um elemento da Corporação, atribuída pela Liga dos Bombeiros Portugueses, em Setembro de 1988.
Em 12/02/1990, o clube Rotários de Ermesinde prestou-lhe uma homenagem, na qualidade de bombeiro mais antigo, ao serviço.
AUGUSTO FERNANDES DE CARVALHO
Augusto Fernandes de Carvalho, bombeiro de 3ª classe, foi admitido no quadro em 01-08-1923 e faleceu, ao serviço, em 01-01-1987. É um bombeiro dos primeiros momentos. "Pai Gusto", assim ficou conhecido entre o voluntariado. Outros referem-no como sendo fundador. Orgulhosamente recontam que, de machado em punho, se colocou de guarda ao Quartel, disposto a defender " sua case " e a lutar contra a extinção da Corporação.
Chegado ao Quartel, os voluntários, respeitosamente, tiravam-lhe a boina e beijavam-lhe a carece.
É uma referência para o Corpo Activo, o símbolo do amor que esses homens devotam à causa que abraçaram.
A Direcção exarou em acta um voto de pesar pelo seu falecimento, salientando o seu tempo de serviço, o exercício de funções de comandante interino, durante algum tempo, as numerosas condecorações e louvores que possuía, que faziam dele uma " figura carismática "
MANUEL GOMES DA SILVA OLIVEIRA
Alistado em 20/07/1947. Em 1945, já estava ligado à vida da Corporação como bombeiro-enfermeiro.
Foi promovido a chefe em 01/10/1976 e, em 20/08/1984, transferido para o Quadro Honorário, onde ainda se encontra. O louvor escrito que o então Comandante lhe fez é uma gratificante homenagem que sintetiza a qualidade de 30 anos de serviço em prol do voluntariado.
" Louvo o chefe nº 22, Sr. Manuel Gomes da Silva Oliveira, porque, durante o tempo que prestou serviço sob o meu Comando, demonstrou ser um bombeiro competente, dedicado, disciplinado e disciplinador. Nunca se poupou a esforços para cumprir as determinações do Comando, muitas vezes, com prejuízo da sua vida profissional. Soube sempre fazer amigos. Ensinou de maneira exemplar todos quantos passaram pelas suas escolas. por tudo o que fez por esta casa o obrigado sincero do Comando e a certeza que o seu exemplo será luz a guiar os vindouros. "
ALCINO TEIXEIRA CAMPOS
Nasceu a 02/11/1916. Alistado em 27/06/1936. Promovido a chefe em 14/06/1978 e nesta qualidade foi transferido para o Quadro Honorário em 03/12/1982.
Chefe Alcino Campos traz em si a história vivida da Associação e conta-a com lucidez e brilho no olhar, apesar dos seus 80 anos. Muitas das histórias que nos contou constituíram pistas de investigação que, em alguns casos, conseguimos documentar.
Servente, motorista, quarteleiro, voluntário, são múltiplas as amarras que o prendem à Associação. Mal toca a sirene, chefe Campos corre para o Quartel e é o 1º voluntário a apresentar-se. Só curiosidade".
Viveu como bombeiro e bombeiro sempre o será!
JOSÉ DA SILVA PEREIRA
Nasceu em 13/04/1909. Alistou-se em 27/12/1931 e passou ao Quadro Honorário em 17/11/1981, com a categoria de bombeiro de 3ª Classe, Para trás 60 anos ao serviço da Corporação.
A simplicidade deste ancião bombeiro tocou-nos profundamente, Um dos seus grandes sonhos é reaver o seu capacete, com o nome gravado no interior e que, segundo afirma, se perdeu aquando da construção do Quartel. Bombeiro continua a ser, mas sem capacete não poderá integrar-se na formatura.
Que as comemorações das Bodas de Diamante da Associação devolveram ao Sr. José da Silva o " diamante perdido ".
ANTÓNIO DE SOUSA MOREIRA
Bombeiro de 1ª Classe, 49 anos de serviço, 21, um número cheio de carisma e que exprime muito mais que uma ordenação. Falámos com ele várias vezes, procurámos informação em arquivo e junto de colegas. Dos dados emergem duas características que fazem dele um bombeiro sui generis : devoção e coragem.
Declara não ter medo e que nunca pensou que ia morrer. Todavia, no Alto de Vilar, foi projectado, em resultado de uma explosão, acabando por cair em cima de uma ramada. Neste e em outras situações, o Sr. Moreira teve de receber tratamento hospitalar. Menos grave, mas igualmente expressiva, a imagem do homem da mão ferida, do bombo ensanguentado, de baquetas em punho, que continua perfilado no desfile da fanfarra, aquando das Comemorações do 74º aniversário.
No mesmo dia, durante a sessão solene, foi alvo de uma singela homenagem. O seu Comandante o distinguiu nos seguintes termos: " Não é meu hábito salientar ninguém dos elementos que compõem o Corpo Activo, mas é com algum orgulho que este ano abro uma excepção, pois, em conjunto com a Direcção, decidimos prestar homenagem a um bombeiro que completou, o mês passado, 48 anos de serviço e dedicação. Figura ímpar desta corporação, é já uma lenda viva, dentro desta Casa. Refiro-me ao voluntário nº 21, Sr. António Moreira, a quem o Sr. Vice-Presidente fará entrega de uma lembrança como singela homenagem desta Associação ".
ORLANDO RODRIGUES PINTO
Motorista profissional da Corporação desde 1966.
Desempenhou até 1989 as funções de quarteleiro. Profissional sem horário, as 24 horas do dia eram horas de serviço divididos em atendimento de chamadas telefónicas, na condução, na vigilância do quartel e na conservação do material. Por isso, pode ser considerado um modelo de voluntário profissional.
A partir dessa data, continuou ligado à Associação como motorista.